om apresentação ruim diante do Chile, seleção ficou no empate em 1 a 1 no tempo normal, não conseguiu marcar na prorrogação e se classificou nas penalidades no Mineirão
Ao contrário da Copa do Mundo da África do Sul, quando o Brasil despachou o Chile nas oitavas de final por um tranquilo 3 a 0, a partida deste sábado, no Mineirão, teve contornos de drama para os brasileiros. Após um empate em 1 a 1 no tempo regulamentar, a vaga a para a decisão foi decidida nos pênaltis por 3 a 2, em que brilhou o goleiro Julio César, que defendeu a cobrança de Pinilla e Sanchéz.
Nas quartas de final o Brasil pega a Colômbia, que venceu o Uruguai por 2 x 0, nesta sexta-feira (04), na Arena Castelão.
Jara cobrou o último pênalti na trave. As cobranças brasileiras foram convertidas pelo zagueiro David Luiz, o lateral Marcelo e o atacante Neymar, enquanto as cobranças chilenas foram convertidas pelos volantes Aránguiz e Díaz. William e Hulk erraram suas cobranças pelo Brasil.
No tempo normal, o gol brasileiro foi anotado por David Luiz (o primeiro dele com a camisa da seleção) e o empate saiu dos pés do atacante Alexis Sánchez após falha do sistema defensivo do Brasil.
Ao contrário das partidas da primeira fase, o técnico Luiz Felipe Scolari começou o jogo contra o Chile com o volante Fernandinho no lugar de Paulinho e o zagueiro David Luiz, que era dúvida, foi para o jogo. Já os chilenos repetiram a escalação que venceu a Espanha na fase de grupos.
Sob um mar de camisas amarelas, a partida foi marcada por dois tempos distintos: o Brasil começou a partida tomando as principais iniciativas, procurando o jogo aéreo contra a baixa estatura dos adversários, mas depois que tomou o gol de empate não conseguiu voltar a impor o ritmo forte. Na segunda etapa o time de Felipão esteve nervoso, sem conseguir trabalhar a bola no meio de campo para ligar o ataque e pecando nas finalizações.
O jogo foi para a prorrogação com o Brasil empurrando o Chile – desgastado fisicamente - no campo de defesa, mas errando os passes finais. E se não fez, quase levou o gol quando o atacante Pinilla colocau uma bola no travessão nos últimos minutos do segundo tempo da prorrogação.
O jogo
O primeiro tempo começou com os chilenos tentando aliviar a pressão inicial do Brasil ao parar as jogadas com falta. Tanto que logo aos 3 minutos o atacante Neymar sofreu uma entrada dura do zagueiro Medel e precisou de atendimento médico. Mas a seleção não se intimidou e marcou a saída de bola no campo de ataque, reduzindo os espaços e empurrando o Chile para trás.
Outro recurso utilizado pelo Brasil foi o levantamento de bolas na área, aproveitando a baixa estatura do elenco do técnico Jorge Sampaoli. A tática deu certo, pois aos 17’ Neymar cobrou escanteio, o zagueiro Thiago Silva desviou de cabeça para a conclusão de David Luiz – que marcou seu primeiro gol com a camisa da seleção brasileira.
O gol fez com que o Brasil mudasse a postura no jogo, explorando os espaços deixados na linha defensiva dos chilenos para contra-atacar. E, quando o time de Felipão era melhor em campo, o Chile achou o gol de empate em um erro brasileiro. Aos 31’ o lateral Marcelo cobrou o lateral curto no campo de defesa para Hulk, mas o atacante Vargas deu o bote e tocou para Alexis Sánchez chutar por baixo do goleiro Julio César. O empate abalou a seleção ue se viu obrigada a sair novamente para o ataque, mas pecando nas finalizações.
Na segunda etapa, Oscar e Hulk inverteram a posição e foi pela direita que aos 9’ o atacante do Zenit, da Rússia, conseguiu fazer o segundo gol brasileiro. Só que o juiz anulou alegando que Hulk dominou a bola com o braço antes de arrematar. Nervoso, o time de Felipão passou a cometer mais faltas, além de deixar um buraco no meio de campo – já que Oscar pouco produziu ofensivamente.
Felipão trocou Fred pelo atacante Jô para dar mais força no jogo aéreo, mas a bola não chegou para o atacante brasileiro finalizar. A melhor chance da partida aconteceu apenas aos 38’ quando Hulk fez bonita jogada individual e chutou forte no gol para a grande defesa do goleiro Bravo. Sem forças para atacar e limitando-se a defender, o Brasil esperou o juiz encerrar a partida para se concentrar para a prorrogação.
O torcedor brasileiro cantou o hino para incentivar a seleção e, quando a bola rolou, o time de Scolari se lançou ao ataque com velocidade, mas parou na defesa chilena bem postada para fazer o desarme. Hulk voltou a ter a única chance real ao tentar o chute de fora da área aos 13’, obrigando Bravo espalmar para evitar o gol brasileiro.
Na segunda etapa da prorrogação, o Brasil aproveitou o desgaste físico do elenco chileno para atacar em velocidade, mas os erros de passe persistiram. Nos minutos finais o time de Felipão passou a rodar a bola no meio de campo, recebendo vaias da torcida, que se assustou com a bola colocada no travessão aos 14’ por Pinilla.
Nos pênaltis, foi a vez do goleiro Julio César brilhar. O goleiro brasileiro defendeu as cobranças de Pinilla e Sanchéz e ainda viu o zagueiro Jara colocar a bola na trave. O Chile balançou as redes com os volantes Aránguiz e Díaz. As cobranças brasileiras foram revertidas por David Luiz, o lateral Marcelo e Neymar enquanto o volante William e Hulk desperdiçaram a chance, jogando para fora e em cima do goleiro – respectivamente.
O mar verde e amarelo nas arquibancadas explodiu em festa com a classificação e não perdeu tempo para ovacionar goleiro brasileiro, substituindo o tradicional canto “eu sou brasileiro” por “É Julio César”.
Brasil 1 (3) x 1 (2) Chile